Freddie Mercury, Deep Purple e Montreux

Um dos clássicos incontestáveis do rock é o Queen, banda que terminou depois da morte do Freddie Mercury, seu vocalista.

Eu tenho uma lembrança especial do Queen: foi o primeiro concerto de rock que eu fui na vida. No estádio Morumbi lotado, em março de 1981, eu e minhas irmãs fomos levadas pelos nossos primos, uns santos. Não vou elaborar sobre o mico de parar no juizado de menores pois tínhamos menos de 14 anos, e muito menos contar que furou o pneu do carro quando voltávamos para casa. Enfim, o que lembro é que fiquei fascinada. Naquela época não entendia muito inglês mas gostava da melodia das músicas, que eu cantava como podia... nunca fui afinada então cantava baixinho mesmo, ainda bem!

Quando cheguei aqui na Suíça morei em cima de Montreux, em uma cidadezinha minúscula, Glion. Ir para Montreux era quase obrigação diária pois supermercado e corridas aconteciam por lá.

Montreux é uma cidade pequena, 26,000 habitantes, localizada nos pés dos Alpes e na beira do Lago Genebra. É conhecida por ter prédios belle époque, flores das mais diversas cores, esculturas em volta do lago e por ter um microclima ameno. No mês de dezembro é lá que acontece o maior mercado de Natal da Suíça, visita obrigatória!

Por ter estúdios musicais famosos, a música sempre fez parte da vida de Montreux.

Freddie Mercury elegeu Montreux como seu canto de paz. Era para lá que ele ia quando precisava descansar, pensar ou compor. Foi em Montreux viveu seus últimos meses, compôs suas últimas músicas e gravou, já bastante debilitado pela aids, seu último disco Made in Heaven, antes de morrer em 1991.

Freddie era fascinado pela natureza e pela tranquilidade da região a ponto de aconselhar Montreux para todos que procurassem paz de espírito.

Em 1996, no centro turístico de Montreux, em frente ao deck do lago, foi colocada a célebre estátua do Freddie Mercury, que virou o símbolo da cidade.

Um fato musical super marcante aconteceu em 1971, quando Deep Purple veio para Montreux gravar o disco “Machine Head” usando um estúdio de gravação móvel, alugado dos Rolling Stones, que na época ficava no Cassino de Montreux.

No dia anterior a gravação aconteceu um show do Frank Zappa no teatro do cassino. Durante o concerto um fã disparou um sinalizador contra o teto de ratã, começando um incêndio que destruiu todo o complexo do cassino de Montreux.

A música “Smoke on the water” (Fumaça na água) conta esta história: trechos como "the gambling house" (cassino), "some stupid with a flare gun" (um idiota com um sinalizador) descrevem o acidente. "Funky Claude running in and out " (que entrava e saía correndo) é uma referência ao diretor do Montreux Jazz Festival, Claude Nobs, que aparentemente ajudou o pessoal a fugir das chamas.

Como o Cassino fica na margem do lago a fumaça se espalhou por todo o Lago Genebra. Os membros do Deep Purple assistiram todo este incêndio da janela de seu hotel. De lá saiu a inspiração para a música que virou mais um clássico do rock inglês.

E a música continua reinando em Montreux.... em julho de 2016 acontecerá a 50ª edição do Montreux Jazz Festival, o segundo maior festival de jazz do mundo. O festival sempre tem músicos brasileiros, tem inclusive tem uma barca Brasileira onde só rola música e caipirinha... os suíços adoram, e nós também!

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