Com que mala viajar

Existe uma teoria que todo mundo tem uma loucura, pelo menos uma pequenininha. Sempre tem um hábito bizarro, uma mania, uma obsessão, segredo, sei lá. Alguma coisa tem que ter. E com a idade, só piora.

Tinha uma época que eu comprava malas. Tinha tantas malas que parecia até que eu trabalhava como piloto de avião mas mesmo assim, de vez em quando comprava uma nova. Louca. Talvez desconfiasse que viveria em uma longa viagem....

Ainda tenho bastante malas, acho importante pois algumas são para viagens de um dia, outras para um final de semana, médias para uma semana e imensas para viagens longas. Morando longe é preciso. Parei de comprar, finalmente.

Agora a moda aqui é que só pode viajar com um volume na cabine. Um volume significa a bolsa, nada de mala de mão, ou vice versa. Para homens, só a mala do lap top já deu.

Final de semana passado fui viajar para Barcelona. Meu Suíço foi antes e levou minhas roupas na mala que despachou. Mesmo sem ter tanto volume para levar, tive que viajar com minha malinha de final de semana, com dimensões para entrar na cabine. Na sala do embarque abri minha mala quase vazia e coloquei minha bolsa dentro dela. Que mulher que consegue sair sem bolsa? Foi bom que na volta tive espaço adicional para as compras de Natal!

Quem compra a passagem no Brasil para vir para Europa geralmente tem direito a trazer duas malas, de até 32 kg cada. Daqui para o Brasil a coisa muda radicalmente, só pode levar uma mala com até 23 kgs. Só de chocolates eu levo isso. É um tal de pedir roupas emprestadas para minhas irmãs quando vou para lá...

Tudo isso para mostrar que investir em uma mala vale mais que comprar qualquer coisa. Quanto mais leve a mala, melhor. Uma mala que pesa dois quilos a mais é uma mala que transporta 10% menos do peso que você pode levar. Prefiro levar roupas e chocolates que usar meu peso em mala.

As rodinhas são um must! As de quatro rodas, que deslizam para todos os lados, são maravilhosas. Melhor invenção dos últimos tempos. Elas exigem força zero para empurra-las, um conforto. Nunca mais peguei carrinho em aeroporto.

E tem as malas caríssimas, de marca Louis Vuitton, etc. Acho descabido também. São pesadas e chamam atenção. Além de ser um estresse cada vez que aparece um risquinho. Já aposentei uma sacola que tinha da LV, faz tempo que ela não viaja. Tô fora.

Malas vão sim riscar, sujar e se forem boas, vão resistir a falta de cuidado dos operadores. Exigir carinho deles com nossas malas é utopia. Os caras transportam malas de 300 pessoas, são avaliados pelo tempo que executam a função. Esquece. Não vão melhorar não...

Para que a mala não seja trocada, o negócio é diferenciar. Todo mundo hoje em dia tem as mesmas malas. Usar malas coloridas, colocar faixas em volta, estampar algo histérico são coisas que evitam que alguém se engane e leve sua mala do aeroporto.

Uma coisa que eu adorei foi um presente que recebi da minha irmã, uma faixa de elástico (ID BAG) com meu nome, nada discreta. Diferencia minha mala de longe. Impossível alguém pega-la por engano. Coloquei ainda uma etiqueta super colorida. Não tem como não ver e ainda dificulta que abram para rouba-la. Quando ela desponta na esteira, logo reconheço e respiro aliviada.