Seis dicas para viajar feliz sozinha

Nas férias sempre viajei muito. Comecei com meus pais, depois fiz viagens maravilhosas com minhas irmãs. Quando elas começaram a se casar, senti que era hora de alçar meus vôos sozinha afinal sempre acreditei no clássico “antes só que mal acompanhada”.

Circulava sozinha quando viajava a trabalho, me metia em restaurantes ou bares sem o menor problema mas sabe-se lá porque, quando em minha cidade, nunca saia sozinha. Me sentia constrangida, discriminada. Esquisito não?

Inconformada com a esquisitisse, forcei a barra e marquei férias na África do Sul em 1999, 12 dias sozinha. Uma das melhores viagens da minha vida. Depois desta, nunca mais parei!

Viajar sozinha requer planejamento antes, durante e depois. Mas vale a pena!

ESCOLHER, não ser escolhida

Escolher um destino que seja interessante é super importante.

Não adianta ir para as montanhas, que estão com uma promoção maravilhosa, se a vontade é de ficar largada na praia.

Todo mundo sonha, cada um tem uma vontade. Qual é o programa que te atrai? O que você gosta de fazer? Se o sonho é inatingível agora, talvez seja válido fazer algo meio termo. Ir para a Tanzania não dá agora? Que tal uma viagem até a Amazonia?

Se não estiver procurando traumas, não vale se virar do avesso para fazer algo que não interesse. Depois, com tempo e experiência, vai se percebendo que só se pode não gostar de algo que já se experimentou.... e ai o papo é outro!

LOCALIZAÇÃO é tudo!

O segredo é estar perto do que você gosta de fazer.

Eu adoro jantar fora. No meu caso, não adianta nada ficar naqueles hoteis maiores e mais baratos do outro lado da cidade, aqueles perto do aeroporto. Prefiro hoteis mais simples porém melhor localizados.

Quando fui para Marrakesh sozinha comprei um guia, fucei na internet e decidi meus programas. Escolhi cuidadosamente onde gostaria de comer daí então escolhi um hotel perto e dentro do meu orçamento. Evitei entrar em taxi sozinha em uma cidade onde histórias estranhas envolvendo mulheres vivem pipocando. Gostei tanto que já voltei outras duas vezes!

De que adianta economizar uns Euros e perder 2 horas do dia só para se locomover em um metro abarrotado? Obrigada, prefiro ficar perto, aproveitar melhor meu tempo além de gastar as calorias de jantares maravilhosos andando por ai. O barato sai caro!

Um bom LIVRO é ótima companhia

Já fui salva de algumas saias justas por um livro. Em restaurantes, sozinha, dependendo da cidade onde você está, as vezes aparece algum tipo inconveniente achando que você está lá para caçar ou ser caçada. Abrir um livro e dizer que está bem acompanhada encerra conversas chatas.

Um bom livro também inicia conversas. Absorvida lendo a gente acaba indo para longe e pode até despertar interesse em pessoas interessantes ao nosso redor. Já fui acordada de uma história e o papo até que valeu. Recomendo.

E tem hora que a gente quer simplesmente ficar quieta, descansar depois de ter andado o dia inteiro. Um bom livro e um bom vinho fazem a minha noite!

RESERVA para dois

Aprendi que sozinha você sempre é premiada com a pior mesa do restaurante. Aquela na porta do banheiro ou olhando estrategicamente para a parede. É frustrante pois o ambiente também faz parte da experiência culinária.

Não caio mais nessa.

Agora faço reservas para duas pessoas, de preferencia através da concierge do hotel. Quando chego no restaurante sorrio e digo que o Mr. Fulano não estava bem disposto. Quem nunca teve uma dor de barriga e teve que cancelar? Desolée.

HUMILDADE

É utopia acreditar que todo mundo pensa como você. Viajando sozinha a gente esbarra em culturas diferentes e em pessoas com vivências e educações diversas. O negócio é ser humilde, evitar se expor de cara.

Não dá para sair de minissaia em Marrakesh sem criar um mal estar com os outros. Esquece. Não custa nada prender os cabelos e colocar uma roupa discreta. Não precisa sair de burca mas por favor, mini não! Se não dá, se for contra as convicções femininas, nada de errado mas talvez seja melhor pensar em ir para outro lugar.

Não é muito inteligente querer militar e mudar o mundo em uma viagem solo. É importante respeitar.

Tem que perguntar, perguntar, perguntar!

Em Joanesburgo perguntei no hotel se era perigoso sair sozinha, ir a um shopping logo lá perto. Disseram que sim. Fiquei no hotel. Riscos eu escolho assumir quando conheço as consequências.

Perguntar se algo é ofensivo. Observar ao seu lado. Entender o comportamento dos outros. Antenar. Decifrar a dinâmica social. Tudo isso, além de tornar a viagem mais interessante, ajuda a evitar ciladas.

DESLIGAR de tudo e de todos

É importante estar ligada e saber o que está se passando na vida real mas ficar ligando para casa, para amigos e para o trabalho a cada cinco minutos não ajuda em nada. Viajar para ficar surfando no Facebook? Se for para isso talvez seja melhor ficar em casa!

O bom de viajar é se inspirar, é aprender, é viver novas experiências. É nas viagens que surgem as melhores idéias. A criatividade fica solta.

Viajar sozinha abre ainda mais horizontes fazendo com que a gente se descubra, amadureça e se respeite mais. Depois de uma viagem espetacular é fácil constatar que somos a melhor companhia para nós mesmos. É um investimento maravilhoso!

Ficar com os olhos na vida real é tirar os olhos da nova experiência. É se auto-sabotar.

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