Como estacionar carros na Suíça ?

Mais e mais as cidades Europeias se organizam para dificultar a vida do motorista e facilitam o transporte público ou o alternativo, como a bicicleta, por exemplo.

A Suíça é famosa por ter um dos melhores transportes públicos do mundo porém sabemos que este nem sempre é conveniente portanto, se não houver a possibilidade de fugir dos carros, o melhor é saber o que e como fazer.

Decodificar todas as possíveis maneiras de estacionar carros aqui na Suíça é uma tarefa complicada. Parece que tem pegadinha em todos os lados. O segredo é olhar atentamente ao redor, sempre existe informação. E pior, também existem exceções, muitas mesmo!

Algumas dicas úteis para estacionar seu veículo:

- Existem menos e menos vagas nas ruas. É fato. Então, se encontrar uma, pare. Mesmo se tiver que andar alguns quarteirões até seu destino. Aqui a gente anda, anda e anda. Faz parte do charme e é delicioso conhecer uma cidade a pé.

- Carros não são bem vindos. Em algumas cidades, como Lausanne por exemplo, existe um bolsão de estacionamento fora da zona central. Lá o estacionamento custa menos que nas zonas centrais, tem períodos mais longos e ao motorista é oferecido um ticket integrado que permite o uso do transporte público para todos os passageiros do carro estacionado. Convenientemente você para o carro e sobe em um ônibus. Recomendo.

- Tenha moedas, muitas e de todos os valores. O preço do estacionamento depende da área onde você para o carro. Nem preciso dizer que quanto mais central mais cara a vaga será e menor o limite máximo de tempo que os carros podem permanecer estacionados.

- As vagas são demarcadas no chão com três possíveis cores:

- Amarelas - geralmente são vagas particulares, proibido estacionar.

- Azuis – são as melhores. Não pagas, podemos ficar até 1:30 hs, a não ser que especificado algo diferente na placa informativa. Para parar nestas vagas é preciso colocar no painel do carro o reloginho azul, indicando o horário que você chegou. Passadas 1h30, é necessário mudar de vaga. Domingo e a noite geralmente o tempo é liberado.

- Brancas – Nestas, mais que nunca, é importante ler as informações da placa. O período máximo, horários e dias válidos e custo variam bastante. Algumas podem até ser privadas, se informarem a placa de um veículo. O segredo é parar e analisar tudo o que está ao redor. Se for parar por lá, procure o parquímetro. Se não encontra-lo, tem pegadinha.

- Os parquímetros geralmente são maquininhas azuis posicionadas abaixo da placa do estacionamento. É neles que colocamos as moedas para pagar a estadia. É importante atentar quais as informações que deverão ser informadas. Alguns demandam a placa do carro. Outros pedem para informar o número da vaga, demarcado no chão. Ainda outros emitem um papelzinho branco que informa o horário máximo que o veículo pode permanecer, e que deve ser colocado no painel retrovisor do carro, para eventuais controles. Independentemente do parquímetro, é importante notar o horário máximo que o carro pode permanecer, e ter certeza de sumir na hora marcada. Outro detalhe importante, a maioria não dá troco ou seja, não tem moedas pequenas, dançou!

- Algumas vezes somos surpreendidos com a isenção do pagamento do estacionamento nos horários de almoço. Nestes casos a informação estará fixada na rua ou nas instruções dos parquímetros. O parquímetro creditará uma hora sem cobrar e o horário limite do reloginho deverá desconsiderar este período. Adoro quando acontece!

- Vallets quase não existem por aqui. Se for jantar em áreas de pedestre, informe-se sobre os estacionamentos mais próximos pois andar de salto alto em ruas irregulares pode ser um perrengue. As vezes é mais prático sair de taxi para jantar, fugindo do estresse de parar o carro e podendo tomar um vinho em paz.

- Estacionamentos públicos são caros mas existem. Neles você pega o ticket e paga na saída, proporcional ao tempo da estadia, nas maquininhas geralmente próximas aos elevatores. Para não se perder, alguns estacionamentos oferecem um papel informando o andar e o número da vaga parada, na coluna mas próxima. Acho um luxo e um carinho enorme mas sinceramente prefiro fotografar onde paro, porque sei que vou me perder na volta.... as vagas geralmente são numeradas no teto. E eu entro e saio pela mesma porta pois muitos são subterrâneos com muitas portas de acesso, verdadeiros labirintos para se perder.

- As motorcicletas e vespas podem parar nas vagas demarcadas para elas nas ruas e não pagam nada, além de poderem ficar paradas o tempo que quiserem. São sortudas.

Exceções existem de monte portanto é importante ler as placas com cuidado e paciência. A informação certamente estará em algum lugar, cabe aos motoristas encontrar!

Mas a melhor dica é esquecer o carro quando der. Usar o transporte público ou mesmo um motorista. Muito melhor ficar curtindo as paisagens pela janelinha que surtar para decodificar a maneira de dirigir e parar por aqui.