Dois segredos para evitar excesso de peso

Antes de marcar uma viagem pesquiso bastante sobre o clima que encontrarei. Sei que dele dependem as roupas que levarei e também os programas a fazer. A realidade é que hoje em dia nem tudo é branco ou preto. Mais e mais as mudanças metereológicas têm nos surpreendido e literalmente as vezes nos pega até de calças curtas.

Fui uma vez passar a páscoa em Lisboa. Me iludi querendo clima quente e gostoso depois de um longo inverno. Doce ilusão. Peguei uma ventania descabida e passei os quatro dias enroladas na minha capa de chuva, minha salvação.

Aqui na Europa já ví de tudo mas este ano foi hors concours. Em fevereiro tivemos um domingo que fez 18C. Todo mundo se mandou para o lago. Foi um presente dos Deuses para uma brasileira na Suíça mas bastante frustrante para fazer esqui. Não dá para agradar a todos, sem dúvidas.

Quem não sonha em vir para a Europa na Primavera? Pois é, a primavera e o outono têm sido meses de muitas surpresas metereológicas.

Este ano tivemos um mês de maio muito frio e nebuloso, totalmente atípico. Fazia tempo que não tínhamos tantas enchentes na Europa. Triste ver a França e Alemanha embaixo de águas e inevitável pensar nos turistas frustrados visitando uma Paris alagada.

Em 2015, tivemos um verão super seco e ensolarado. Quente até, para países não preparados com ar condicionado. Nos pediram até que não regássemos a grama. Em pleno verão Suíço, por algumas semanas, os gramados trocaram o verde vivo pelo dourado das folhas secas por falta de água.

O clima anda totalmente maluco e as estações não mais acontecem no momento que aconteciam. E pior, não dá nem para reclamar, é assim e ponto. O segredo então é arrumar uma mala flexível pois sabe-se lá o que virá pela frente.

Eu uso e abuso de dois itens que me acompanham nas quatro estações quando viajo: capa de chuva e pashminas.

Minha capa de chuva impermeável não só me protege do vento cortante como também me mantem seca. Ela tem uma parte interna quentinha que é removível, ajustando-se a dias mais quentes ou mais frios. O preto sóbrio facilita, pode ser usado tanto de dia quanto a noite. O corte clássico e tradicional não compromete. Comprei há uns cinco anos atrás. Cara, na época uma facada. Hoje sei que foi paga umas cinco vezes e apesar do frequente uso, permanece nova, sempre impecável.

A capa é o meu coringa. Quando a temperatura não é extrema, é ela que vai para a mala. Aliás, vou vestindo mesmo, ela nem chega a ser embalada. Com acessórios coloridos, o preto dela desaparece.

E as pashminas são minha solução. Encho a mala com elas. Levo de todas as cores, e quebro o visual neutro do resto das roupas. Leves, não pesam nada. Práticas para uma Europa cada vez mais restritiva com o peso da bagagem. Coloco sobre vestidos de verão para me proteger de uma noite com vento cortante. Amarro no pescoço nos dias gelados ou deixo cair displicentemente nos ombros, para disfarçar um decote quando visito uma igreja ou mesquita. Troco a cor da pashmina e tenho a impressão que troquei tudo. Mero bom engano.

O clima está certamente mais imprevisível que nunca. O negócio é se garantir para estar chique, quentinha mas não quebrada pagando excesso de peso!

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