Suíça com cachorros – Parte 3 – Escolhendo o nome

Resolvemos finalmente pelo Golden Retriever, não pelo Golden Fish, para minha alegria.

Precisávamos então decidir se queríamos macho ou fêmea.

Particularmente acho o porte do macho mais elegante mas fico muito sem graça quando um cachorro pula na perna de alguém instintivamente, querendo transar. Odeio o embaraço destas situações. Um golden retriever excitado significa 35 kgs agarrado a uma perna. Muita coisa. Se a perna for minha então, quero sumir! Levantei o problema para a nossa professora do curso de cachorros, que me disse que o macho tem que ser castrado antes de começar a ter os instintos sexuais. Okay. Registrado. Lá pelos cinco meses de vida castração obrigatória e ele não ficará agarrado a pés de cadeiras e almofadas. Bravo.

Fêmeas acho fofas, carinhosas e mais calmas, mas também não me agrada muito o cio. Problema também resolvido com a esterilização.

Então daria na mesma, concordamos que macho ou fêmea seriam bem vindos.

Começamos então, em uma curta viagem de carro, a explorar possíveis nomes.

Tivemos tantos cachorros quando eramos crianças. Os nomes mais incríveis possível: Curativo, Vilijo, Kzar, Mokba, Lotus, Rocky, Thor... éramos crianças bem criativas! Mas desta vez queria dar um nome de gente.

Lembramos das instruções da instrutora: nome sonoro, de poucas sílabas e que não soe com nenhum dos comandos básico: Senta, Não, Volte, Fique.

Dúvida cruel.

Difícil decidir, não sobre o nome do cachorro, mas qual língua iremos falar com ele. O ideal seria inglês, que é a língua oficial de casa mas e quando ele ficar em algum hotel ou com algum vizinho? Concordamos em falar francês, apesar de instintivamente saber que ele será poliglota: já reparei que quando encontro um cachorro, o mesmo com um bebê, passo direto para o português.

Definido o francês, passamos para o nome.

Mel?

Peter?

Hans?

Jane?

Rafa?

Quando falei Rafa, brinquei: Rafa Nadal! Meu Suíço, que adora tênis e até então não havia mostrado empolgação alguma com minha lista de nomes, sorriu ainda que com pouco entusiasmo para Rafa.

Então na empolgação do brainstorm, sem refletir muito, soltei: Roger.

Parou-se então o mundo para receber o maior sorriso jamais visto. Roger! Claro, Roger!

Depois de rir como uma criança que ganha um presente, Meu Suíço assumiu, “Roger é fantástico!”.

Roger Federer é paixão absoluta da nação. Na lista de paixões do Meu Suíço "Roger Federer" aparece listado antes de mim. Aceito. Sempre soube que fazia parte do pacote.

Roger. Assim será!

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