Suíça com cachorros – Parte 5 – Conhecendo Lynette

Convencido que Roger será o melhor e mais lindo golden retriever do mundo, Meu Suíço marcou finalmente uma visita à criadora. “Vamos conhecer Lynette, a mãe de Roger”, anunciou.

Durante aquela semana integramos, brincando como dois imbecis, Roger à nossa rotina. “Já levou Roger para passear?”. “Roger está com fome”. Ou mesmo anunciando a chegada em casa ao cão ainda fantasma “Roger, cheguei!”. Sinceramente, dois bobos excitados com a perspectiva de conhecer Lynette.

Fomos no horário de almoço. Meu Suíço dirigiu até Lucens, uma cidade localizada a quase uma hora de Lausanne. Era março. Passamos por campos nevados. Uma delícia de paisagem.

Meu Suíço mais animado que eu: “Será que Lynette vai nos aprovar”?

Encontramos a casa, combinamos como nos apresentaríamos, quem fala o que e, respirando fundo, tocamos a campainha.

Fomos atendidos com um sorriso cordial de Mme S.

Super orgulhosa Mme S. nos apresentou aos 5 goldens que circulavam livremente no apartamento com jardim. Dois eram de seu filho, explicou, que se encontrava viajando. Mesmo assim, cachorro pra caramba!

Atenção total deles à Jalisca, uma golden linda, mais durada que branca. Charmosa, cordial e ainda muito jovem.

E eu perguntava baixinho a ele, “Onde está Lynette?”. Meu Suíço desconversava, me ignorando.

A conversa avançava com Mme S. Ela contou que cria Goldens há 32 anos. Escolhe o pai para seus filhotes baseada na árvore genealógica de cada um e pelas características hereditárias de família. Contou os inúmeros prêmios que seus cachorros já receberam. Eu, que não entendo bulhufas do assunto, me convenci que falávamos com uma autoridade que sabia o que fazia.

Continuou e contou então que sua cadela entraria no primeiro cio provavelmente em Maio. Viajariam então para a Itália, para conceber Roger através de seu papai italiano com sei lá quais características. Se tudo der certo, a idéia seria ter filhotes no final de julho. Alertou que era bastante restrita: sem visitas nas primeiras três semanas e que guardaria os filhotes por nove semanas. Tempo importante para Roger ser bem desmamado e introduzido para o mundo.

De repente tive um clique. Estávamos lá para ser aceitos, não para comprar Roger. Mme S. queria conhecer quem seriam os potenciais donos de seu filhote. Ela escolheria, não nós.

Entrei no jogo.

Contei que trabalhava de casa em horários super flexíveis, que vivíamos em uma casa com jardim, que já estávamos providenciando cercar o jardim, que já tive cachorros no Brasil, que já havíamos feito o curso teórico, que Meu Suíço tinha espaço no escritório para levar o cão se eu precisasse sair sem ele. Liguei o falatório. Falei até não poder mais. Ela parecia gostar do que ouvia.

Estava dizendo “Roger vai poder..... ” quando ela me interrompeu. Roger? Abri o jogo e disse que Meu Suíço era apaixonado por tênis e que Roger era sua maior paixão. Homenagearíamos o atleta. Ela gostou. Quem não gosta de Roger por aqui? Ponto para nós.

Então ela nos surpreendeu. Contou que não havia ainda registrado uma ninhada começando com a letra R e que gostava da idéia. Animei e sugeri uma ninhada de craques: Rafa, Ronaldo... rimos bem.

Parecia que impressionamos e que Roger seria nosso!

Depois de tomar um café, mais relaxados, perguntei de novo: “E onde está Lynette?” Meu Suíço, também relaxado e já seguro que havia ganho a confiança de Mme S. finalmente riu e disse em bom tom: Teca, Lynette é o nome da mãe do Federer. A nossa Lynette se chama Jalisca.

Que mico.

Bastou o mico para quebrar o gelo de vez. Mme S. aparentemente nos aprovou.

Nos despedimos, trocamos cartão e fomos advertidos que ela ligaria quando Jalisca, digo Lynette, entrasse no cio. Ninguém falou de preço. Aparentemente na Suíça é assim.

Saímos felizes, sabendo que só teríamos que aguardar a natureza agir. Mme S. já estava no papo!

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