Monte Rigi, a Suíça como ela é

Montanhas, lagos, vacas, neve, trens e chalés típicos,são expectativas de muitos, quando visitam a Suíça. E é bem isso mesmo. A paisagem suíça é irritantemente bonita. Eu brinco que as vezes parece que um arquiteto resolveu o lugar para plantar cada árvore, colocar os lagos e rodear as montanhas. A harmonia é incontestável.

Acho que uma subida nas montanhas suíças é quase que obrigatória para quem vem visitar este país e quer ter uma verdadeira experiência suíça.

Uma montanha de quase 1800 metro de altitude não é certamente a mais alta daqui. Mesmo assim o Monte Rigi surprende, certamente não por sua altura, mas por sua localização conveniente e pela vista impecável que ele proporciona. O Monte Rigi fica no centro da Suíça, pertinho de Lucerna, o que possibilita um bate-volta a partir de Zurique. Passeio bem interessante pois além de tudo, pode ser conciliado com uma volta de barco. Mais suíço impossível!

Da estação de trem Vitznau, que é uma das paradas do Lago de Lucerna, pegamos o típico trem suíço, aquele vermelhinho, com cara de antigo, trem de cremalheira, necessária para encarar os mais de 1,300 metros de subida.

Recomendo sentar do lado esquerdo do sentido do movimento do vagão, e de preferencia em uma janela. Durante a subida o Lago de Lucerna vai de distanciando lentamente de uma maneira sublime. A paisagem vai ficando repleta de montanhas e lago. Um desbunde.

Fui em um dia lindo, no começo do outono, então passei por vacas pastando e vários chalés típicos. Uma coisa linda. Durante o inverno tudo aquilo vira uma estação de esqui. A gente pode ver os ski-lifts.Experiência também bacana para os que não esquiam.

Embaixo, as montanhas que rodeiam o lago começam a se sobrepor em nuances de azul e cinza.O trem inteiro tira fotografias. É um arraso.

A quase 1800 metros de altitude chegamos em Rigi Kulm, o cumo da montanha Rigi. Da estação de trem encontramos duas trilhas, uma mais íngreme que nos leva ao topo da montanha em 5 minutos e outra mais suave, que indica quinze minutos até o topo.

Lá em cima o programa é babar. De um lado um cenário super rural, com montanhas e glaciais desafiando o horizonte. Do outro lado, o lago Lucerna, com sua forma esquisita e charmosa. Telescópios ajudam a identificar as montanhas, algo que os suíços adoram fazer.

O silêncio das montanhas aliado ao visual é impagável. Deitei na grama e me deliciei. Um picnic lá no verão já foi para a minha lista de desejos.

É bom se preparar levando algo quente para vestir pois a temperatura baixa sensivelmente quando subimos.

O Hotel Rigi tem um terraço gostoso, onde a gente pode comer uma comida típica de montanha, tomar um vinho e continuar a babar. É lá a parada dos esquiadores durante o inverno.

Tomei um trem de volta, este era azul, com destino Arth-Goldau. O pessoal da estação informa qual o trem a tomar pois dois saem quase ao mesmo tempo. Este trem contorna a montanha do outro lado.

Mais paisagens para babar, fotografar e se deliciar. De novo, vale sentar nos bancos triplos na esquerda do sentido do trem.

Na estação Arth-Goldau, uma parada simples e pequena, a gente tem que caminhar uns 300 metros até a grande estação, de onde saem os trens para Zurique, Lucern e outros destinos. É só seguir a multidão. Nenhuma preocupação em se perder pois todo mundo faz este caminho.

Passeio lindo. Amo a paz das montanhas deste país que adoro. Voltei sorrindo para ca