Outono na Suíça


No Brasil eu sempre achei o outono e a primavera estações transitórias. Em São Paulo o que valia para mim era o inverno e o verão portanto, outono e primavera eram iguais, sem personalidade e sem graça.

Daí eu mudo para um país onde as quatro estações são tão marcadas que as pessoas até contam casos lembrando delas: “No inverno de 2005...”, “Nos conhecemos na primavera de 2009”, “Me casei no outono de 99” e assim vai. Tive que me treinar para aprender a notar as estações. E aprendi. São tão predominantes que não é difícil lembrar.

Aprendi a gostar e a curtir cada uma das quatro estações mas confesso que me seduzi muito pelo outono, uma estação deliciosa, chique, charmosa.

Tudo muda no outono.

Os dias diminuem, mas ainda são mais longos que em muitas cidades do Brasil. Escurece lá pelas 6 da tarde, o que já é bem diferente das 10 horas no verão mas ainda não é tão ruim.

E de repente, de um dia para outro, as folhas mudam de cor e aloiram, como dizemos da soja.

Fica tudo dourado.

O friozinho é amenizado pelo sol, geralmente presente nesta época do ano e que esquenta de uma maneira gostosa os dias, além de ajudar a destacar o dourado predominante. O sol vai embora e tudo esfria em um passe de mágica.

Mas mesmo os dias nublados ficam sublimamente coloridos.

As noites, já mais geladas, combinam muito bem com vinho e com a culinária suíça, que usa e abusa de queijos e pães deliciosos. Uma tentação.

E é no friozinho que as pessoas se vestem de maneira mais charmosa, elegante.

Secas, as folhas tornam-se vulneráveis ao vento e caem.

Mas mágico no outono é caminhar nos parques e florestas ouvindo as folhas estalando nos nossos pés. E as cores desfilam, amarelas, laranjas, vermelhas. Uma infinidade de tons e formas. Simplesmente divino.

O frio começa no outono, mas ainda não é cortante. É gostoso. É sublime.

Passear nas montanhas no outono é uma experiência absolutamente única. As cores mudam com a altitude e com os tipos de árvores, detonando uma explosão de cores.

Os vinhedos ficam espetaculares. Participei de uma colheita de uvas este ano. Indescritível.

Caminhar nas florestas douradas com meu Roger tem sido um convite diário para ser feliz. E quem me conhece sabe que não recuso convites...

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