5 indispensáveis na Suíça


Por uma questão cultural, climática ou mesmo até pela dinâmica da cidade, têm coisas que não combinavam com São Paulo e que combinam super bem com a Suíça.

Quando mudei para cá, tive que aprender a usar e introduzir aos meus hábitos objetos e manias que para muitos brasileiros poderiam até ser extravagantes. Apanhei para aprender e me habituar com algumas coisas mas com outras foi surpreendentemente fácil, somente tive que resgatar vontades e curiosidades que já existiam bem lá no fundo de mim.

Chapéus

Eu sempre achei chique e charmoso usar chapéus, tanto de verão como de inverno.

Com uma pele clara, facilmente manchável com um único raio de sol, no Brasil eu deveria usar chapéu até para dormir. Mas lá, onde os dias ensolarados são uma deliciosa constante, eu não usava. Tentei, mas me sentia uma ET saindo pelas ruas de chapéu.

Tinha porém, uma coleção de chapéus pendurada em diversos ganchos no meu apartamento. Adorava comprar chapéus! E eles ficavam lá, esperando por uma ida a piscina ou praia, únicos lugares que podiam visitar sem chamar atenção.

Aqui na Suíça saio direto de chapéu. No inverno uso e abuso de boinas, gorros, chapéus, tudo que possa fazer com que o calor não fuja do meu corpo. No verão, incorporei os chapéus nas minhas caminhadas, para proteger as sardas, algo que deveria ter feito trinta anos atrás. Antes tarde que nunca...

Capas e Galochas

Os acessórios para chuva são sempre descolados. Uma capa de chuva clássica combina com tudo, além de compor o visual e proteger a gente da chuva e do vento cortante. As galochas, coloridas e engraçadas, me enloquecem quando tenho que escolher. Tenho vontade de comprar todas as que encontro pela frente.

Acontece que em São Paulo eu caminhava muito pouco. Pegava o carro na garagem, dirigia e parava em outra garagem, no meu destino. Garagens, Valets e estacionamentos fazem com que a gente não ande tanto pelas ruas. Para que vestir-se para chuva?

Aqui na Suíça ando muito a pé, faça chuva ou faça sol estou circulando. Minha capa de chuvas anda sozinha e minha galocha tem trabalhado intensamente, principalmente quando chove e tenho que passear com Roger pela floresta.

Acessórios para chuva fazem parte do cotidiano europeu. Ninguém se assusta de ver alguém vestido como um marinheiro em plena floresta. Eu me fantasio mesmo. Adoro!

Guarda-chuvas

Guarda-chuvas é um assunto sério aqui em casa.

Logo no hall da entrada, temos um vaso onde espetamos os guarda-chuvas da casa. Como saímos muito a pé, é um item que nos acompanha o tempo todo.

Temos de tudo. Dobráveis minúsculos e leves, para dias instáveis e bolsas pequenas, grandes e pesados, para chuvas fortes e longas caminhadas e até temáticos, que recebemos de amigos queridos. Um que Meu Suíço ganhou tem o Roger Federer estampado. Federer te olha tão hipnotizado que nem ouso usar. E recentemente ganhei um cheio de pequenos golden retrievers, só para não me deixar esquecer do Roger pequeno.

Distribuimos nosso estoque de guarda-chuvas estrategicamente. Alguns moram em casa, outros no carro, outros no escritório. O problema é que em épocas de chuva os estoques se desbalanceiam, principalmente quando Meu Suíço esquece metade dos guarda-chuvas no escritório.

O TOC é tão grande que quando tem menos de cinco espetados já me sinto vulnerável e chamo todos de volta.

Lenços de papel

Com vento frio, calefação, caminhadas constante e as alergias de pólen, lenço de papel na Suíça é artigo obrigatório.

É só colocar a mão no bolso que encontro um pacote de lencinhos. Na entrada de casa temos um armário onde fica nosso estoque, bem perto da porta, para não esquecer. Não dá para sair sem um pacotinho.

O engraçado é que gosto de comprar pacotinhos desenhados e aqui, de tempos em tempos, eles lançam algum charmoso. Não resisto e compro. Meu Suíço passou um inverno inteiro com Mickey Mouse no bolso. Semana passada fui ao supermercado e encontrei uns de inverno, fofos. Voltei com uma embalagem com 30. Vai para o estoque. Cedo ou tarde usaremos, além do inverno ser longo!

Em uma das minhas idas para São Paulo fiquei sem lencinhos. Fui então ao supermercado e para minha surpresa no pacote de lencinhos de bolsa só tinham 8 pacotinhos. Oito aqui não é nada, não dá nem pro cheiro! Por aqui nunca ví embalagens com menos de 20 pacotinhos, fato que explica a relevância!

Garrafinha de água

Sempre bebi muita água mas aqui na Suíça, me afogo. O clima seco do verão quente e o ar ainda mais seco no inverno por causa da calefação, acabam secando a gente por fora e por dentro. Tem que beber muita água, além de passar tanto creme quanto a paciência deixar.

E como o país dos Alpes tem fontes puríssimas de água, nada mais justo que carregar uma garrafinha e ir completando com água das inúmeras fontes de ruas ou até mesmo das pias dos toiletes. Recarregando a gente carrega menos peso.

A boa notícia é que os toiletes públicos são bem frequentáveis...