Falsa bomba no aeroporto de Genebra


O funcionalismo publico suíço é programado para funcionar e entregar serviços básicos para os cidadãos. Os serviços excepcionais, aqueles que não estão previstos, ou que são causados por algum indivíduo sem benefício da população, são cobrados a parte. Interessante e democrático.

Segundo o jornal Le Matin, em Outubro um indiano de 39 anos residente na Suíça chegou atrasado no aeroporto de Genebra, de onde viajaria para Moscou e seguiria em conexão para a Índia. Com medo de perder o vôo, o viajante resolveu soltar uma mentirinha, avisando que na aeronave que o levaria até Moscou havia um bomba. Pensou que assim atrasaria a saída do avião.

Mentirinha nada inocente.

Em tempos de terrorismo, não dá para brincar. A aeronave foi parada, descarregada e vasculhada por especialistas antibombas. Nada foi encontrado e nosso amigo foi preso.

Não contente com a prisão, a polícia suíça calculou que naquela operação foram envolvidos 101 policiais e seis seguranças, pessoal que foi afastado de suas atribuições para garantir a segurança dos passageiros. O custo envolvido foi então calculado afinal, esta era uma operação não prevista e absolutamente evitável.

Como consequência deste brincadeira o indiano receberá uma multa de CHF 50,000, ou o equivalente hoje a R$ 170,000, com o objetivo de cobrir as despesas desta operação. Aposto que este indiano nunca mais vai perder um voo.

E pior, este foi o segundo incidente deste ano no aeroporto de Genebra. Em Julho uma esposa ciumenta inventou uma bomba, para evitar que o marido viajasse. A conta, neste caso, foi de CHF 90,000. Melhor pensar em outra maneria de segurar os maridos em casa.